Miguel Burnier
Miguel Burnier

Miguel Burnier está localizado em uma região com forte tradição para a atividade mineradora, sua principal fonte de renda. O distrito está localizado a 40 km de Ouro Preto, fazendo limite com os distritos Engenheiro Corrêa, Santo Antônio do Leite, Cachoeira do Campo e Rodrigo Silva, além das cidades de Congonhas, Ouro Branco e Itabirito. Porém, a localidade possui atrativos patrimônios imateriais, como o Congado Santa Efigênia e Nossa Senhora do Rosário de Miguel Burnier, além de corais e artesanato local.

Todas essas manifestações culturais de Miguel Burnier são preservadas pela comunidade através do Projeto Estação Cultura, que promove o Festival Cultural de Miguel Burnier, que, geralmente, acontece em setembro, com oficinas, palestras e outras ações. Esse projeto visa à valorização do Patrimônio Histórico e Cultural do distrito, com resgate de sua história, promoção da cidadania, da educação e da cultura.

Sobre a história do distrito, sabe-se que, desde o século XVIII, essa localidade era conhecida por “Xiqueiro do Namon” ou “Xiqueiro do Alemão” (sendo chamado somente de "Xiqueiro" no famoso mapa de Cláudio Manoel da Costa). Esse local possuía especial importância, pois possuía fazendas mineradoras e também estava próximo do Caminho Novo e o Caminho Velho, importantes rotas naquele período, no local chamado de "Rodeio".

Mais tarde, no início do século XX, nas proximidades do “Xiqueiro”, foi instalada uma famosa fundição - a Usina Wigg - cuja produção era escoada pela estrada de ferro que ia a Ouro Preto e que passava nas proximidades. Nesse período, em razão da construção da Capela em honra a São Julião, o local passou a ser chamado de São Julião. Em 1911, o lugarejo foi elevado à categoria de distrito, e, em 1948, passou a se chamar Miguel Burnier em homenagem ao engenheiro Miguel Noel Nascentes Burnier, diretor da estrada de ferro no ano da inauguração da estação (1884).

O principal monumento arquitetônico do local é a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, inaugurada em 1934. No mesmo ano, a capelinha de São Julião foi demolida e a imagem do santo foi levada para a igreja.

Ao longo do ano, alguns festejos religiosos acontecem em Miguel Burnier. No início do ano, tem-se a Folia de Reis; ainda em janeiro, a Festa dos Mineiros é realizada, com louvores ao padroeiro São Julião. Na Semana Santa, os moradores representam cenas da paixão de Cristo. Em maio, tem-se as festas em honra ao mês de Maria; em junho, as festas juninas; e em outubro, os grupos de Congado festejam Nossa Senhora do Rosário.

População: 809 habitantes

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Fontes de informação e referências:

Texto: Greiza R. Tavares Rodrigues Ferreira - Jornalista - Agente Administrativo - Secretaria Municipal de Turismo, Indústria e Comércio - Prefeitura de Ouro Preto - MG.

Referências:

COSTA, Joaquim Ribeiro.Toponímia de Minas Gerais.Ed. Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte 1970.

FORTES, Solange. Ouro Preto conta Ouro Preto: tradições da Terra do Ouro. Ouro Preto: Escola Dom Pedro II, 1996.

MARTINS, Antonio de Assis e OLIVEIRA, José Marques.Almanak administrativo, civil e industrial da província de Minas Gerais.Typographia do Minas Geraes, Ouro Preto, 1864.

VASCONCELLOS, Diogo de. História Média de Minas Gerais. 4ª Edição. Belo Horizonte: Itatiaia, 1974.

Disponível em: > http://projetoestacao.blogspot.com/ > Acessado em 30/05/2019.

Disponível em: > http://www.ouropreto.mg.gov.br/distrito/7 > Acessado em 30/05/2019.