Conjunto Urbano e Ferroviário de Rodrigo Silva
Conjunto Urbano e Ferroviário de Rodrigo Silva

Acervo do PROPAT

Conhecido anteriormente como José Correia, o distrito de Rodrigo Silva recebeu o mesmo nome da estação feroviária ali instalada no final do século XIX. O distrito pertence ao município de Ouro Preto, encontra-se envolto por belezas naturais e constituído por um conjunto arquitetônico típico do século XIX, ligado à linha férrea. O núcleo urbano original situa-se numa cumeada onde passa a linha férrea de um dos ramais da extinta Central do Brasil, caracterizando-se por sua ocupação linear paralelamente ao Córrego do Mato Roça e à ferrovia, sendo emoldurado por um entorno montanhoso, coberto por vegetação tipo mata atlântica e rico em nascentes. A estrutura viária atual permanece a mesma da época da consolidação urbana do distrito, com a chegada da ferrovia no final do século XIX. A construção da Rodovia dos Inconfidentes no final dos anos 1940 representou um duro golpe para o ramal ferroviário e para o próprio distrito de Rodrigo Silva. A estação, que até então tinha importante papel na distribuição de mercadorias e no transporte de passageiros foi gradativamente sendo substituída pelos transportes rodoviários. Se Rodrigo Silva muito ganhou com a ferrovia, consequentemente muito perdeu sem ela, consolidando por muito tempo como motor econômico local o garimpo de topázio imperial, junto a outras atividades, como o próprio comércio e a prestação de serviços. A justificativa primordial de tombamento do Conjunto Urbano de Rodrigo Silva está no reconhecimento e apropriação do Distrito, como patrimônio cultural, pela sua própria comunidade, além disso, a necessidade de preservação do Distrito justifica-se ainda: pelo conjunto urbano – malha urbana original em grande parte preservada; pelo histórico – a região representa uma das primeiras ocupações do território mineiro no século XVIII, ligada à descoberta de topázio nos arredores de Vila Rica, tendo sua ocupação urbana consolidada no século XIX com a instalação da ferrovia; pelo conjunto arquitetônico - ocupação harmônica e bem preservada dos séculos XIX e XX, concentrada nas Ruas Principal e da Linha; pelo patrimônio ambiental; e pela cultura imaterial – preserva tradições religiosas e populares a séculos.



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Fontes de informação e referências:

Acervo de Inventários e Dossiês da Prefeitura de Ouro Preto/PROPAT e Arquivo Público Municipal de Ouro Preto